Entre os personagens marcantes de Cangaço Novo — uma produção que conquistou o público no Prime Video e lançou sua segunda temporada na última sexta-feira, 24 —, a enigmática Dilvânia se destaca pelo olhar intenso e pela sutileza da atuação da atriz Thainá Duarte. Ela é irmã da temida Dinorah (Alice Duarte) e do aspirante a cangaceiro Ubaldo (Allan Souza Lima), e assume um papel crucial nos novos episódios, que envolvem sua família em um audacioso planejamento para o maior assalto de suas vidas criminosas.
Em uma conversa com VEJA, Thainá compartilha suas experiências ao retornar ao set após um hiato de dois anos e meio, discute a evolução de seu papel e revela detalhes dos bastidores da série, que alcançou o Top 10 em 49 países durante sua primeira temporada — uma prova do potencial crescente do cinema brasileiro:
Como foi retomar as filmagens após o sucesso inicial? A atmosfera mudou? A interação entre os personagens evoluiu, assim como a dinâmica nos bastidores. Na primeira semana de ensaios, já tínhamos uma forte conexão com as personagens. A narrativa permite uma profundidade maior nas histórias individuais. Muitos membros da equipe retornaram para a segunda temporada por sua paixão pela série, mesmo enfrentando os desafios de gravar longe de casa. Todos se enamoraram pela trama e pelos personagens.
Quais foram suas surpresas em relação à evolução de Dilvânia? A relação dela com Zeza (Marcélia Cartaxo) e com sua fé é mais explorada. Ela passa por um arco dramático muito bonito, e estou ansiosa para ver a reação do público ao final da temporada.
A popularidade de Cangaço Novo surge em um contexto de crescente interesse tanto nacional quanto internacional por produções brasileiras. Como você percebe essa recepção? Cangaço Novo oferece uma visão moderna sobre a vida nesses ambientes. Após a série, surgiram novelas e outras produções focadas no cangaço ou que incorporam elementos dele para contar novas histórias. Isso resultou em um boom das produções centradas no Nordeste. Há um aumento no interesse por essa cultura e pelas ofertas desses artistas, além das lições que essas narrativas podem proporcionar. Recebemos mensagens de espectadores de diversos países, mostrando que realmente conseguimos romper barreiras. Quanto mais nos aprofundamos nas partes menos conhecidas do nosso país, maior é o interesse internacional. É fascinante ver o audiovisual servindo como um elo de união, especialmente quando torcemos juntos por nossas indicações ao Oscar. É gratificante fazer parte desse movimento.
A nova temporada conta também com a participação do renomado artista brasileiro João Gomes. Como foi essa experiência? Ele ficou distante durante as gravações devido aos compromissos com shows, então não consegui interagir muito com ele — foi difícil até tirar uma foto [risos]. Sua presença traz uma energia incrível à cena. Acredito que tê-lo na equipe de Cangaço já é significativo por si só; ele foi nossa trilha sonora nos bastidores da primeira temporada.
Bem Ironico