O senador e presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, realizará uma cerimônia de filiação ao seu novo partido, o PSD, na noite desta quarta-feira, 1º, em Brasília-DF. Viana está deixando o Podemos e planeja disputar a reeleição, uma vez que seu mandato de oito anos termina em janeiro de 2027. O vice de Zema, Matheus Simões, também estará presente na cerimônia — seu nome é considerado para concorrer ao governo de Minas Gerais, porém, ele aparece com 6,2% das intenções de voto, ficando atrás de Viana nas pesquisas mais recentes.
Na corrida pelo Senado, Viana está competindo com a candidata do PT, Marília Campos. Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada hoje mostra que, combinando os primeiros e segundos votos para o Senado, a ex-deputada estadual do PT possui 20,6% dos votos, seguida pelo senador, com 18%. Domingos Sálvio, candidato do PL, está em terceiro lugar, com 15,6%, enquanto o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), tem 12,6% das intenções de voto, mas não pretende se candidatar, permanecendo no cargo até o final do mandato petista.
Durante sua liderança na CPMI do INSS, Viana enfrentou especulações sobre vazamento dos dados obtidos pela quebra de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro — mensagens trocadas entre ele e sua namorada, Martha Graeff, revelam encontros com políticos e pessoas de alto escalão dos Três Poderes da República. O colegiado não obteve autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para dar continuidade aos trabalhos.
A CPMI conseguiu, por um tempo, uma liminar junto ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para manter suas atividades por mais algumas semanas, porém a decisão foi revertida por 8 a 2 no plenário da Corte. O relatório final, apresentado na última sexta-feira, 27, indiciou mais de duzentas pessoas, incluindo Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula. No entanto, a votação, que se estendeu até a madrugada de sábado, 28, rejeitou o texto proposto por Alfredo Gaspar, relator da CPMI.