Uma nova pesquisa do instituto Meio/Ideia evidenciou uma polarização bem definida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, revelando, no entanto, diferenças significativas na lealdade de seus respectivos eleitores. Durante uma análise no programa Ponto de Vista, a CEO do instituto, Cila Schulman, destacou que Lula possui atualmente uma base eleitoral mais sólida, enquanto Flávio precisa de maior visibilidade para transformar sua intenção de voto em apoio efetivo (este texto é um resumo do vídeo acima).
A pesquisa aponta que Lula conta com 40% das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto Flávio segue com 36%.
Conforme os dados levantados, 72,8% dos eleitores de Lula afirmam já ter tomado sua decisão de voto, ao passo que esse número entre os apoiadores de Flávio é significativamente menor, alcançando apenas 56,9%. Cila acredita que isso se deve ao fato de Lula ser uma figura amplamente reconhecida pelo eleitorado. “Ele está isolado na esquerda”, ressaltou, enfatizando a ausência de outros candidatos competitivos nesse segmento político.
A CEO também destacou que Flávio ainda precisa se apresentar melhor aos eleitores. “Eles sabem que ele é filho de Bolsonaro, mas ainda não têm um conhecimento aprofundado sobre Flávio”, comentou. Ela observou que nas pesquisas qualitativas muitos associam imediatamente Flávio ao pai, mas enfrentam dificuldades em entender sua trajetória ou suas propostas.
A pesquisa sugere um avanço nessa direção. Na consulta espontânea, Flávio já alcança 20%, enquanto apenas 4% dos entrevistados mencionam Jair Bolsonaro, que continua inelegível. Para Cila, isso indica que a transferência do capital político do ex-presidente está começando a se solidificar.
No cenário eleitoral em segundo turno, os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema também usufruem do eleitorado antipetista. No entanto, ambos enfrentam um desafio central: a baixa visibilidade nacional. “Eles são menos conhecidos do que Flávio devido ao sobrenome”, apontou Cila.
Durante o programa, o editor José Benedito da Silva ressaltou que os índices negativos relacionados ao governo aumentaram em praticamente todas as áreas analisadas, como economia, saúde e segurança. Ele alertou que o principal indicativo preocupante é a falta de melhora visível na popularidade presidencial após as ações recentes do governo.
Cila acrescentou que a percepção negativa em relação à economia está menos relacionada aos indicadores macroeconômicos e mais à realidade cotidiana das famílias. “Estamos falando sobre dificuldades financeiras e endividamento”, afirmou. A pesquisa também revelou uma crescente preocupação popular com apostas esportivas online, afetando especialmente o eleitorado feminino, onde Lula normalmente apresenta melhor desempenho.
Cila lembrou que historicamente presidentes candidatos à reeleição tendem a aumentar suas taxas durante a campanha devido ao uso da máquina pública e à visibilidade proporcionada pelo cargo. Ela citou como exemplo a recuperação eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022 após a implementação de medidas econômicas durante o período eleitoral.
“Historicamente falando, é provável que isso ocorra com o presidente Lula”, comentou.
Ainda que tenha lançado iniciativas recentes como o novo Desenrola, o governo enfrenta dificuldades em converter ações econômicas em uma melhoria duradoura na imagem pública. “Até agora estamos vendo estagnação nesses indicadores”, resumiu Cila.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Bem Ironico