Cláudio Castro (PL-RJ) está considerando desistir de sua candidatura ao Senado nos próximos dias. O ex-governador do Rio de Janeiro mencionou essa possibilidade a membros do seu partido, que o pressionam por uma definição rápida. Ele planeja gravar um vídeo nas próximas horas abordando a operação que teve como foco sua figura nesta terça-feira e esclarecerá sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master. Há uma expectativa dentro da legenda de que em breve haja uma decisão em relação à sua permanência na corrida eleitoral.
Os líderes do partido acreditam que Castro possui “chances nulas” de se tornar um candidato viável e que sua presença na disputa poderia comprometer os planos de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação à Presidência. Dentro da sigla, o deputado Carlos Jordy (PL), ex-líder de Jair Bolsonaro (PL) na Câmara, é considerado o principal nome para assumir a candidatura ao Senado.
Se decidir renunciar, Castro evitaria que Flávio tivesse que retirá-lo da disputa. A justificativa para essa decisão deve ser apresentada como uma “opção pessoal para focar em sua defesa”.
No momento, o ex-governador enfrenta inelegibilidade determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi alvo de duas operações da Polícia Federal em um intervalo menor que duas semanas. A ligação com Vorcaro, no entanto, é um fator que pesa significativamente sobre o partido bolsonarista.
A mais recente série de denúncias surge em um período em que Flávio busca se distanciar do banqueiro. A presença de Castro em seu palanque poderia transformar esse tema em algo recorrente durante a campanha do filho mais velho do ex-presidente.
Se optar por abandonar a candidatura, Castro teria a oportunidade de se juntar aos palanques no interior ao apresentar suas realizações em municípios atendidos. Contudo, ele não faria parte dos materiais de campanha ao lado de Flávio.