Uma onda de calor intensa está afetando a Europa, e cerca de 94 milhões de pessoas devem enfrentar temperaturas superiores a 35°C nesta quarta-feira, dia 24. As nações mais impactadas são a França e a Espanha, conforme estimativas da agência AFP.
Em termos gerais, mais de 350 milhões de indivíduos no continente europeu deverão registrar máximas acima dos 30°C, o que representa quase dois terços da população total da região. Dentro da União Europeia (UE), estima-se que mais de 90 milhões de pessoas experimentarão temperaturas acima de 35°C, com destaque para a França, onde aproximadamente 50 milhões serão afetados, e para a Espanha, com mais de 20 milhões.
A onda de calor inclui países como Andorra, Áustria, Bélgica, Grã-Bretanha, Croácia, França, Alemanha, Hungria, Itália, Luxemburgo, Polônia, Eslovênia, Espanha e Suíça, todos sob alertas meteorológicos de alta intensidade.
O Météo-France, serviço nacional de meteorologia francês, previu que as altas temperaturas continuarão “excepcionalmente elevadas” nesta quarta e quinta-feira, superando os 40°C. Na terça-feira passada, o país registrou a noite mais quente desde o início das medições em 1947, com uma temperatura média nacional de 21,6°C, quebrando o recorde anterior de 2019.
A partir do dia 18 de junho até agora, aproximadamente 40 pessoas perderam suas vidas afogadas na França enquanto tentavam se refrescar em rios e lagos. O governo também investiga a morte trágica de dois irmãos pequenos encontrados em um carro no sul do país. Além disso, outras três pessoas idosas faleceram devido a problemas relacionados ao calor extremo.
A situação climática provocou ainda uma queda no fornecimento elétrico na parte ocidental da França, afetando cerca de 68.000 lares na quarta-feira.
No sul da Inglaterra, os termômetros marcaram até 34,6°C e podem atingir até 39°C nos próximos dias. A sensação térmica pode ultrapassar os 40°C devido à umidade elevada. Por conta desse cenário alarmante, o Reino Unido emitiu um alerta vermelho raro sobre calor extremo, sinalizando risco à vida.
A Itália também não ficou isenta das altas temperaturas; o Ministério da Saúde italiano divulgou alertas vermelhos para 16 cidades nesta quarta-feira. Cidades como Roma, Milão, Florença e Turim estão incluídas nessa lista crítica.
Nesta semana, mais de 1.100 escolas tiveram suas atividades suspensas ou interrompidas em diversas regiões do continente europeu.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), manifestou preocupação ao afirmar que essa onda de calor está “colocando em risco a saúde das pessoas”.
“Os dados são evidentes: as temperaturas na Europa estão aumentando quase duas vezes mais rápido que a média global”, afirmou Ghebreyesus. “Isso eleva tanto a probabilidade quanto a gravidade dos eventos climáticos extremos no futuro”.
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