A advogada argentina Agostina Páez, que ficou detida por três meses no Rio de Janeiro sob a acusação de racismo, agora enfrenta um novo processo criminal relacionado a um suposto roubo de carro. As informações foram publicadas nesta quarta-feira, dia 15, pelo jornal Clarín, que revelou que um ex-namorado registrou uma queixa contra Páez, afirmando que ela não devolveu um veículo que lhe foi emprestado durante o relacionamento.
O dentista Javier Zanoni, autor da denúncia, alega que a advogada recebeu um automóvel da marca Citroën Cactus por empréstimo, mas se negou a devolvê-lo após o término do namoro. Segundo Zanoni, que manteve um relacionamento com Páez por três anos, ele fez várias tentativas para reaver o carro, tanto pessoalmente quanto por telefone, mas não obteve sucesso.
Comprovando ser o proprietário do veículo através de documentos e registro em seu nome, Zanoni apresentou uma denúncia formal por apropriação indébita e abuso de confiança em um tribunal localizado em La Banda, na província de Santiago del Estero, onde residem. “Ele foi compreensivo diante da situação dela, mas já havia solicitado educadamente a devolução do carro”, afirmou Elizabeth Maldonado, advogada de Zanoni, em declarações à mídia local.
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<spanPor outro lado, pessoas próximas a Páez contestam as alegações apresentadas por Zanoni. “É uma farsa maior do que o estádio da Copa do Mundo que temos em Santiago”, declarou uma fonte anônima entrevistada pelo Clarín.
De acordo com essa versão alternativa dos fatos, o episódio envolvendo o Citroën Cactus começou em 2024, quando Mariano, pai de Agostina Páez, adquiriu o carro como presente para sua filha recém-formada em Direito. Por razões não especificadas, Mariano decidiu registrar o veículo em nome do genro, que agora estaria utilizando o carro como parte de uma retaliação pelo fim do relacionamento.
Páez se tornou conhecida no Brasil após ser filmada imitando um macaco enquanto insultava dois funcionários de um bar. O incidente teria ocorrido após uma discussão relacionada a um erro na conta. Durante esse episódio, ela também teria chamado as vítimas de “mono” (macaco) e “negro” de maneira depreciativa. Um vídeo registrou o momento em que ela aparece na rua imitando os sons e gestos de um macaco enquanto outra mulher tenta afastá-la.