Quase um ano após sua morte, o ator Val Kilmer estrelará um novo filme — que não gravou em vida. As Deep as the Grave teria sido rodado com o ator, mas seu câncer na garganta o impediu de ir ao set. Por conta disso, o cineasta Coerte Voorhees decidiu recriá-lo com ajuda da inteligência artificial. Segundo ele, a imagem de Kilmer era insubstituível: “Ele era o ator que eu queria. O filme foi construído em cima disso e era inspirado em sua ascendência nativa americana e em seu amor pelo sudoeste”.
A “ressurreição” do ator via IA foi permitida e facilitada por seu espólio e por sua filha Mercedes. Voorhees também alega que o filho do ator, Jack, apoia a empreitada: “A família dele insistiu no quanto acreditavam na importância desta história e o quanto Val queria fazer parte disso”, afirmou o cineasta. “Algumas pessoas podem chamar isso de polêmico, mas é o que o Val queria”.
O projeto já teve o título Canyon of the Dead e conta a história real dos arqueólogos Ann e Earl Morris, casal que escavou o Cânion de Chelly, no Arizona, em busca de evidências da história do povo indígena Navajo. Abigail Lawrie e Tom Felton assumem os papéis principais, enquanto Abigail Breslin e Wes Studi engrossam o elenco. A imagem de Kilmer será utilizada para a construção do padre Fintan, que equilibra crenças católicas e indígenas. Seu espaço na trama é descrito como “considerável”.
A reconstrução digital do ator foi realizada com auxílio de imagens dele mais novo, oferecidas por sua família, e fotos de seus últimos anos de vida. A voz do ator foi danificada no fim de sua vida após uma cirurgia na traqueia. O filme recria este timbre do ator, e não a voz de sua juventude, já que o personagem sofre de tuberculose.
Bem Ironico