Trump propõe renomear o Estreito de Ormuz para ‘Estreito de Trump

Na quarta-feira, 2 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs que o Estreito de Ormuz, um ponto central em sua disputa com o Irã, fosse renomeado em sua honra.

Em uma publicação matinal na plataforma Truth Social, Trump questionou: “Agora que está sob controle dos Estados Unidos, não deveríamos alterar o nome Estreito de Ormuz para ESTREITO TRUMP???? Como a própria América, seria ‘mais quente’ do que nunca! Agradeço pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP”, escreveu ele.

A conta oficial da Casa Branca no X (anteriormente conhecido como Twitter) endossou a ideia, afirmando que o novo nome “possui um som agradável”.

A sugestão surgiu menos de uma semana após Trump assinar uma ordem executiva propondo a mudança do nome do Lago Ontário para “Lago América”, na esteira de sua crescente rivalidade com o Canadá.

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Mudanças de Nome

A implementação dessa renomeação ainda não foi esclarecida, visto que o estreito não se localiza próximo aos EUA. A alteração do Lago Ontário determinou que o Secretário do Interior, Doug Burgum, e seu departamento atualizassem o Sistema de Informação de Nomes Geográficos. Apesar da rejeição canadense à mudança, Google e Apple já adotaram essa nova denominação em seus serviços.

Desde que reassumiu a presidência, Trump tem sugerido várias alterações nos nomes de lugares que lhe interessam. Um exemplo é sua proposta para renomear o Golfo do México como Golfo da América, ideia que foi prontamente rejeitada pelo México e por grande parte da comunidade internacional.

O presidente também já havia assinado ordens executivas para renomear outros locais. No início de seu segundo mandato, deu ao Monte Denali, no Alasca, o nome de Monte McKinley. Denali significa “grande” na língua dos povos nativos da região próxima à montanha, enquanto McKinley homenageia um ex-presidente dos EUA conhecido por seu apoio a tarifas comerciais.

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Controle sobre o Estreito de Ormuz

Trump afirma que o Irã perdeu controle sobre o estreito, uma rota crucial que representa um quinto do comércio global de petróleo antes do início do conflito entre os países. Contudo, os dados indicam que o tráfego na via permanece significativamente abaixo dos níveis anteriores à guerra, com os rastreadores de navios reportando uma queda ainda mais acentuada nas últimas semanas devido à intensificação dos ataques.

No entanto, segundo autoridades americanas, as exportações totais de petróleo da região superam as quantidades registradas antes do início das hostilidades, considerando também os oleodutos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos que desvio Ormuz.

O secretário de Energia americano, Chris Wright, informou à CNBC nesta quarta-feira que mais de 17 milhões de barris de petróleo passaram pelo estreito na segunda-feira, estabelecendo um novo recorde durante a guerra. Antes do conflito, cerca de 20 milhões de barris eram transportados diariamente pela mesma rota.

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