STF dá início a processo criminal contra Silas Malafaia por injúria a general

No dia 18 de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a ação penal contra o pastor Silas Malafaia, que é acusado de injúria em relação a supostas ofensas dirigidas ao Alto Comando do Exército. A partir desse momento, será realizada a instrução processual, que incluirá a coleta de provas e depoimentos relevantes. Em um vídeo publicado em sua conta no Instagram na quarta-feira, 19, Malafaia reiterou que está sendo vítima de “perseguição política” por parte do ministro Alexandre de Moraes. Ele se defende afirmando que seu discurso proferido durante um ato na Avenida Paulista, em abril do ano anterior, foi “genérico”. “Desafio o procurador-geral Paulo Gonet e Alexandre de Moraes a provarem que mencionei o nome do general Tomás Paiva na Avenida Paulista. Falei de forma genérica, exercendo minha liberdade de expressão em uma manifestação pública”, afirmou ele na gravação.

Durante aquele evento, Malafaia descreveu generais de quatro estrelas como “frouxos”, “covardes” e parte de uma “cambada de omissos”. Segundo o pastor, essa crítica estava relacionada à ausência de posicionamento dos militares sobre a prisão do general Walter Braga Netto. Em abril deste ano, Malafaia foi formalmente indiciado pela Primeira Turma, mas um empate impediu a inclusão da acusação por calúnia. O ministro Cristiano Zanin se opôs à inclusão desse crime, argumentando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não conseguiu demonstrar que as declarações do pastor constituíam um fato criminoso direcionado ao general Tomás Paiva, comandante do Exército. A ministra Carmem Lúcia acompanhou seu voto.

A PGR considera que Malafaia atribuiu ao general Paiva os crimes comuns de prevaricação e militar de covardia. No vídeo desta quarta-feira, o pastor enfatizou que suas afirmações não tinham um “sujeito definido”.

 

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