Sally Rooney enfrenta proibição de seus livros no Reino Unido devido a apoio a movimento pró-Palestina

A escritora irlandesa Sally Rooney, renomada por suas obras como Pessoas Normais, Conversas Entre Amigos, Intermezzo e Belo Mundo, Onde Você Está, anunciou na quarta-feira, 14, que a venda legal de seus livros foi proibida no Reino Unido, em razão de seu apoio ao grupo Palestine Action.

A editora Faber, que publica os títulos da autora, informou que a legislação britânica “gerou uma situação em que não é possível repassar os lucros obtidos com as obras de Sally Rooney no Reino Unido”, levando à decisão de retirar todos os seus livros do mercado naquele país, independentemente do formato.

O grupo Palestine Action, defensor da causa palestina, está banido no Reino Unido desde julho de 2025, quando foi listado como uma organização terrorista após incidentes de vandalismo em uma base da força aérea. Desde então, mais de 3.700 pessoas foram detidas por manifestar apoio público à entidade durante protestos.

Em uma declaração enviada à Agence France-Presse (AFP) por meio de sua agente, Rooney explicou: “No mês seguinte à proibição do Palestine Action, escrevi um artigo onde deixei claro meu desejo de continuar apoiando essa organização. Por isso, cumprir os contratos editoriais para minhas obras no Reino Unido poderia agora se configurar como um crime sério”.

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A autora complementou: “Após um período de consultas e reflexão e com meu total consentimento, minha editora, Faber, decidiu que não pode mais distribuir meus livros no Reino Unido”. Em agosto do ano passado, Rooney já havia revelado sua intenção de destinar parte dos direitos autorais do best-seller Pessoas Normais, publicado em 2018, para o Palestine Action, incluindo também os direitos das adaptações televisivas de suas obras, como a série da Hulu com Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones.

Ela afirmou: “Planejo utilizar essa renda gerada pelo meu trabalho e minha visibilidade para apoiar o Palestine Action”, conforme destacou em um artigo no The Irish Times. A situação atual da ilegalidade do grupo está sendo reavaliada; a cofundadora da organização, Huda Ammori, iniciou uma ação judicial contra o governo britânico visando revogar a proibição do Palestine Action. Uma audiência está agendada para o início de novembro na Suprema Corte britânica.

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