Nesta quarta-feira, 26, o príncipe Harry desembarcou no Reino Unido acompanhado de sua esposa, Meghan Markle, e seus dois filhos. Após um período de seis anos vivendo nos Estados Unidos, a família optou por retornar ao território britânico, uma decisão supostamente motivada pelo desejo de estar mais próxima do rei Charles III.
A família chegou ao aeroporto de Birmingham no final da manhã, viajando em um avião particular com Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5. O retorno do casal havia sido antecipado por diversos meios de comunicação locais na semana anterior.
Informações divulgadas pela imprensa indicam que as crianças já estão matriculadas em uma instituição de ensino britânica para o próximo ano letivo, que se inicia em setembro. O casal também teria escolhido um novo lar, possivelmente situado na região dos Cotwolds, uma área campestre exclusiva localizada a noroeste de Londres, próximo a Oxford.
“O desejo de proporcionar uma educação britânica para seus filhos pode ser um forte motivador para pessoas como Harry, que frequentaram escolas particulares e desejam o mesmo para sua prole”, comentou Craig Prescott, professor da Universidade Royal Holloway e especialista em Constituição e monarquia britânica.
Apesar da mudança, não há previsões sobre o retorno de Harry e Meghan às suas obrigações oficiais. Desde 2020, eles não são membros ativos da família real.
“Oficialmente, eles serão cidadãos comuns e poderão agir conforme desejarem e exercer atividades profissionais como acharem necessário. No entanto, terão que equilibrar seu vínculo com a realeza e o respeito pela monarquia. Isso sempre foi um desafio”, acrescentou Prescott.
A decisão do príncipe Harry e Meghan Markle de regressar ao Reino Unido estaria relacionada à saúde do rei Charles III, que possui 77 anos. O tratamento contra câncer enfrentado pelo monarca fez com que o casal reconsiderasse sua distância da família real, segundo informações do Page Six.
Outro aspecto relevante seria a vontade de aproximar as crianças dos amigos e familiares que ainda residem no país. “Eles mantêm laços muito próximos com várias pessoas no Reino Unido”, relatou uma fonte ao portal.
No entanto, essa mudança não parece ser definitiva. Harry e Meghan pretendem manter sua residência na Califórnia, avaliada em 14,5 milhões de dólares (aproximadamente 76 milhões de reais).
Cabe destacar que esse possível retorno acontece meses após Harry ter se reconciliado com seu pai após quatro anos distantes. O príncipe expressou anteriormente sua preocupação com a saúde do rei: “Não sei quanto tempo meu pai ainda tem”, declarou em entrevistas relacionadas à sua relação tensa com a família. A situação entre ele e o príncipe William permanece delicada, com relatos indicando que o herdeiro ainda se recusa a dialogar com o irmão.
Desde que deixaram suas funções na realeza em 2020, Harry e Meghan estavam vivendo na Califórnia devido ao aumento das tensões familiares, especialmente após o lançamento do livro “O que sobra”, onde o príncipe expôs suas experiências pessoais.
A saída do Reino Unido implicou na perda da proteção policial contínua assegurada pela monarquia. Harry frequentemente criticou essa decisão por considerar que ela colocava seus filhos em risco.
Recentemente, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham comentou que a segurança do casal é um “assunto privado”. Uma pesquisa realizada pela empresa YouGov revelou que mais de 70% dos britânicos acreditam que Harry e Meghan devem arcar sozinhos com os custos relacionados à sua segurança.
Bem Ironico