Após uma vitória surpreendente no primeiro turno para o governo do Rio de Janeiro e um aumento significativo na sua representação na Assembleia Legislativa, onde passou de 17 para 21 deputados, o PL está se mobilizando para assegurar a liderança da Casa quando Douglas Ruas (PL), o governador eleito, deixar sua posição à frente da Alerj em direção ao Palácio Guanabara. Até mesmo membros da oposição reconhecem que, dado o poder adquirido, o partido não deverá enfrentar grandes dificuldades para escolher um sucessor na presidência, embora precise formar alianças com outras siglas para viabilizar um nome nas eleições internas.
Entre os possíveis candidatos está Guilherme Delaroli, atual vice-presidente da Alerj, que assumiu a condução da Assembleia durante o período em que Rodrigo Bacellar (União) esteve afastado. Bacellar ficou fora de suas funções entre dezembro de 2025, após ser detido pela Polícia Federal, até março, quando teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante essa transição, Delaroli estreitou laços com Douglas Ruas.
Além disso, os deputados reeleitos Anderson Moraes, visto como um bolsonarista “ideológico”, e Jair Bittencourt, ex-vice-presidente da Alerj, também estão na lista de possíveis nomes. O cenário dependerá bastante da formação do novo governo, já que esses parlamentares podem assumir pastas na administração.
Membros do Centrão estão observando atentamente a situação para verificar se haverá espaço para lançar uma candidatura própria que seja alinhada ao futuro governo mas sem a vinculação direta ao PL. Esses parlamentares mantiveram-se ao lado de Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral, apesar da neutralidade de seus partidos, e por isso ainda têm chances de negociar uma coligação com o PL nas eleições da Alerj.
As expectativas são de que as negociações e conversas ganhem intensidade após o segundo turno das eleições, visto que a base bolsonarista permanece mobilizada em torno da candidatura de Flávio. O PL considera fundamental manter a influência sobre a Assembleia Legislativa para garantir uma governabilidade abrangente para Douglas Ruas.
Bem Ironico