Netanyahu anuncia ampliação de área de segurança no sul do Líbano para conter Hezbollah, declarações polêmicas aquecem debate geopolítico.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quarta-feira, 25, que as forças armadas irão ampliar a “zona tampão” no sul do Líbano. Essa medida vem em meio ao conflito com o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Netanyahu afirmou: “Estabelecemos uma verdadeira zona de segurança que impede qualquer tentativa de infiltrar Galileia e a fronteira norte. Estamos expandindo essa zona para combater a ameaça dos mísseis antitanque e criar uma área de segurança mais ampla.”

Após o Hezbollah disparar mísseis contra Israel como retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o Líbano se viu envolvido em um conflito que já dura mais de quatro semanas. O número de vítimas fatais em bombardeios israelenses desde o início do conflito chega a pelo menos 1.039, incluindo mulheres e crianças.

No dia anterior ao pronunciamento de Netanyahu, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças armadas assumirão o controle do sul do Líbano, avançando até o rio Litani, que fica a aproximadamente 30 km da fronteira com o Líbano.

“Todas as cinco pontes sobre o Litani, utilizadas pelo Hezbollah para o trânsito de terroristas e armas, foram destruídas, e as Forças de Defesa de Israel (IDF) estarão no controle das demais pontes e da zona de segurança até o Litani”, afirmou Katz durante uma visita a um centro de comando militar em Israel.

Anteriormente, o ministro da Defesa havia mencionado a possibilidade de “tomar território” caso o Líbano não consiga impedir os ataques do Hezbollah. Essas declarações, juntamente com a ameaça de ocupação de território libanês, reduziram as esperanças de uma diminuição das hostilidades, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionar a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito.

“Ainda há mais por vir”, alertou Netanyahu.

Bem Ironico

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