Na quarta-feira, dia 10, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez um alerta ao governo de Cuba sobre a possibilidade de aquisição de armamentos que poderiam ameaçar tanto o território americano quanto a base naval em Guantánamo. Esta declaração ocorreu durante uma visita à instalação militar na ilha que é administrada por Washington, e se insere em um contexto de aumento da presença americana no Caribe sob a administração de Donald Trump.
Hegseth enfatizou, em seu discurso direcionado a soldados na Base Naval da Baía de Guantánamo, que “seria imprudente para o governo cubano buscar adquirir ou ter acesso a armas que pudessem atingir esta base ou o território dos Estados Unidos”.
<spanEmbora o líder do Pentágono não tenha detalhado quais armamentos geraram o alerta nem indicado se há informações sobre uma tentativa concreta de aquisição por parte de Havana, sua visita representa uma nova demonstração da pressão crescente que a Casa Branca tem exercido sobre o regime cubano.
A visita de Hegseth à ilha foi precedida por uma série de movimentações atípicas envolvendo autoridades americanas. Menos de duas semanas antes, o general Francis Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA, esteve em Guantánamo e teve um encontro com um oficial cubano de alta patente na área destinada ao perímetro da base. Em maio, John Ratcliffe, diretor da CIA, também fez uma rara visita a Havana.
A ofensiva caribenha de Trump
A advertência feita a Cuba ocorre meses após uma operação militar americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ação que surpreendeu tanto aliados quanto adversários dos Estados Unidos.
Conforme informações divulgadas pela agência Reuters, essa operação foi meticulosamente planejada ao longo de meses e envolveu tropas de elite, suporte da CIA e um extenso aparato militar. Mais de 150 aeronaves e diversos navios de guerra posicionados no Caribe participaram da operação que culminou na prisão do aliado histórico de Cuba.
Diante disso, os Estados Unidos ampliaram suas atividades militares na região. O Comando Sul intensificou operações voltadas para o combate ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental, incluindo ataques letais contra embarcações consideradas ligadas ao tráfico de drogas.
A Base Naval de Guantánamo
Estabelecida pelos Estados Unidos em 1903 após um acordo resultante da Guerra Hispano-Americana, a Base Naval da Baía de Guantánamo é vista pelo governo cubano como uma ocupação ilegítima. Há décadas, Havana reivindica a devolução do território.
Além do seu valor estratégico no Caribe, Guantánamo ganhou destaque internacional após os atentados terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001, quando passou a abrigar uma prisão militar destinada a deter suspeitos de terrorismo capturados pelos Estados Unidos.
Bem Ironico