O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, anunciou nesta quarta-feira, 15, que o país recebeu informações de inteligência que sugerem um possível planejamento de ataques por parte da Rússia a infraestruturas ainda não especificadas. Em resposta a essa situação, o governo decidiu aumentar a segurança em instalações dos setores de energia e transporte.
Durante uma entrevista à agência BNS, Nauseda explicou que os serviços de inteligência não conseguiram determinar nem o local nem o momento em que os ataques poderiam acontecer, enfatizando que não existem indícios de que a Lituânia esteja diretamente na mira.
“Recebemos essas informações dos nossos serviços (de inteligência). Eles não são capazes de identificar um local ou um horário específicos (…) pois o adversário ainda não finalizou seu planejamento. Nós apenas temos conhecimento sobre as intenções ou objetivos”, afirmou o presidente lituano.
A Lituânia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e vizinha da Rússia, aumentou seus gastos com defesa em três vezes desde o começo da invasão russa à Ucrânia, que ocorreu em 2022.
<spanNo início deste mês, a Polônia também relatou que agências de inteligência ocidentais haviam emitido alertas sobre a possibilidade de ataques russos direcionados ao seu território e aos países bálticos.
A Rússia tem negado consistentemente as alegações sobre planos ou ações de ataque fora das fronteiras ucranianas, considerando essas acusações como parte de uma estratégia de propaganda contra o país.
Nesta quarta-feira, um ataque aéreo russo na cidade portuária ucraniana de Odessa, localizada no Mar Negro, resultou na morte de três pessoas, conforme informado por autoridades locais. Ao mesmo tempo, drones ucranianos atacaram 20 embarcações russas no Mar Negro durante a noite, incluindo 17 navios-tanque de petróleo, segundo declarações do comandante das forças de drones de Kiev.