China critica proposta de tarifas do governo Trump como uma forma de “jogo político

Nesta quarta-feira, 3, a China negou as alegações feitas pelos Estados Unidos sobre o uso de trabalho forçado na produção de seus produtos. Esta declaração foi feita em resposta à proposta do governo do presidente Donald Trump, que sugeriu a implementação de novas tarifas de pelo menos 10% sobre importações provenientes de 60 países.

A proposta tarifária foi desencadeada por um relatório elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que indicou falhas no combate à comercialização de mercadorias fabricadas em condições consideradas abusivas em vários países, incluindo a China e o Brasil.

A partir dessa análise, Washington sugeriu uma tarifa adicional de 12,5% sobre todos os produtos oriundos dessas nações. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, contestou essas alegações e afirmou que tais acusações estão sendo utilizadas para justificar novas restrições comerciais, caracterizando-se como uma “manipulação política”.

“Na China, não existe trabalho forçado, e nos opomos ao uso desse argumento para fins políticos”, declarou Mao.

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A China também ressaltou a importância de resolver divergências econômicas por meio de diálogo e cooperação mútua. Para o governo chinês, medidas unilaterais e o aumento das barreiras tarifárias prejudicam o comércio global e não beneficiam nenhuma das partes envolvidas.

Essa nova tensão comercial surge poucos dias após a visita oficial de Trump à China. Durante o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, os líderes abordaram maneiras de aumentar a presença das empresas americanas no mercado chinês e fomentar investimentos chineses nos EUA, buscando fortalecer as relações econômicas entre as duas maiores economias do mundo.

Trump descreveu os acordos firmados como “fantásticos” após dois dias de reuniões com Xi, focando em setores como agricultura, aviação e inteligência artificial (IA), além de discutir questões geopolíticas sensíveis, como a situação no Oriente Médio e Taiwan.

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