A tentativa anunciada de obstruir as atividades do Congresso pela bancada bolsonarista, com o intuito de pressionar o STF a tomar uma decisão rápida sobre a linha sucessória do Rio de Janeiro, agora se encontra em um momento de espera. Isso se deve à priorização de diversas questões que são consideradas fundamentais pela oposição.
Na quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal irá deliberar sobre a redistribuição dos royalties do petróleo, um assunto de grande relevância para o estado do Rio. Diante disso, os parlamentares acreditam que este não é o momento adequado para provocar descontentamento no Judiciário com manifestações de descontentamento.
Há um consenso entre os políticos de que, caso o governo do Rio sofra uma derrota em relação aos royalties, a estratégia bolsonarista para fazer com que Douglas Ruas assuma o governo fluminense poderá ser utilizada por aliados de Lula e Eduardo Paes durante as eleições no estado.
O desfecho desse julgamento pode impactar em até 20 bilhões nas finanças estaduais e influenciar áreas essenciais como saúde e segurança pública.
Além disso, outros assuntos em pauta, como a votação que rejeitou o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo e a revogação dos vetos da dosimetria, levaram a oposição a reconsiderar suas ações, complicando ainda mais os planos de Ruas.
A interpretação corrente é que a campanha do candidato escolhido pela família Bolsonaro para enfrentar Eduardo Paes nas urnas está sob pressão temporal para ganhar força. Por essa razão, é visto como crucial que ele assuma o Palácio Guanabara o mais rapidamente possível.