Kim Jong-un, o líder da Coreia do Norte, elogiou na última segunda-feira, 27, os soldados do seu país que optaram pelo suicídio para evitar serem capturados pelas forças ucranianas, confirmando relatos anteriores sobre essa drástica estratégia de combate.
A Coreia do Norte enviou aproximadamente 14 mil tropas para apoiar as forças russas na área de Kursk, localizada nas proximidades da fronteira com a Ucrânia. Segundo informações de autoridades de inteligência da Coreia do Sul, essas tropas enfrentaram perdas severas, com mais de 6 mil soldados mortos durante os enfrentamentos.
Evidências recentes, incluindo dados de inteligência e relatos de desertores, sugerem que muitos soldados norte-coreanos têm recorrido à autodetonação ou outras formas extremas de suicídio como forma de evitar a captura.
<pDurante uma cerimônia em homenagem aos militares norte-coreanos que perderam a vida em combate, Kim fez um discurso para autoridades russas e familiares dos soldados. Foi nesta ocasião que ele reconheceu publicamente os extremos aos quais esses soldados se submeteram, chamando-os de “heróis”, conforme reportado pela agência estatal KCNA.
“Não apenas aqueles que escolheram corajosamente o caminho da autodestruição para preservar sua honra são considerados heróis, mas também aqueles que tombaram enquanto lutavam na linha de frente das batalhas”, afirmou ele.
O líder norte-coreano também ressaltou que os sobreviventes eram patriotas dedicados.
“Aqueles que se sentiram frustrados por não conseguirem cumprir seus deveres como soldados — ao invés de enfrentar a dor ao serem atingidos por balas e projéteis — também podem ser considerados guerreiros leais e patriotas do partido”, declarou Kim.
Em troca do envio de suas tropas e munições para auxiliar as forças russas, Pyongyang recebeu apoio econômico e tecnologia militar proveniente do Kremlin, conforme avaliações realizadas pela inteligência sul-coreana.
Bem Ironico