Na quarta-feira, dia 22, o governo dos Estados Unidos deverá iniciar o processo de reclassificação da maconha, conforme informações obtidas pelo portal Axios junto a fontes envolvidas nas discussões. Embora essa mudança não signifique a legalização da substância em todo o país, ela teria o efeito de relaxar as restrições sobre a cannabis, permitindo que empresas do ramo usufruam de deduções fiscais e enfrentem um dos principais obstáculos financeiros do setor. Além disso, isso poderia facilitar a expansão de pesquisas médicas relacionadas à planta.
Atualmente, nos EUA, a maconha é considerada uma droga da Classe I, categoria que também inclui substâncias como heroína, LSD e ecstasy. Essa classificação federal é baseada em critérios que envolvem o uso médico da maconha, seu potencial de abuso e os riscos associados à dependência. A proposta de nova categorização colocaria a cannabis em uma classe semelhante à da ketamina e esteroides.
No cenário global e nacional, a maconha se destaca como a droga ilícita mais utilizada. De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, quase 20% da população americana consome a substância anualmente, conforme relatado pela Reuters em dezembro passado.
Em uma declaração anterior em dezembro, o presidente Donald Trump mencionou que a Casa Branca estava considerando reclassificar a maconha como uma substância menos perigosa.
“Estamos avaliando isso porque muitas pessoas desejam ver a reclassificação. Isso abriria um vasto campo para pesquisas que atualmente não podem ser realizadas sem essa mudança. Portanto, estamos analisando com bastante cuidado”, afirmou ele.
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