Andrei contornou AGU e lançou mão de estratégia ‘independente’ para voltar à PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, contratou um advogado particular para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e reverter a decisão do ministro André Mendonça que havia decretado o afastamento dele do cargo por tempo indeterminado. A informação foi divulgada por O Globo e confirmada por VEJA.

A Advocacia-Geral da União (AGU) tem a atribuição de representar judicialmente servidores públicos. O órgão acionou o STF contra o afastamento de Andrei, mas o recurso foi dirigido a Edson Fachin, presidente do tribunal, que ainda não tomou uma decisão. Já a defesa particular do diretor-geral peticionou em uma outra ação, sob a relatoria de Flávio Dino, que determinou imediatamente a recondução do delegado ao comando da PF.

O processo em questão gira em torno dos repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os advogados de Andrei justificaram que o afastamento poderia comprometer a investigação e o funcionamento da Polícia Federal.

Ao decretar o afastamento do diretor-geral, na terça-feira, 9, André Mendonça citou o advogado-geral da União, Jorge Messias, de quem é próximo. De acordo com o ministro, o AGU teria sido monitorado irregularmente pela Polícia Federal em relatórios internos de inteligência posteriormente usados pelo ministro Alexandre de Moraes na queda de braço com Mendonça.

Continua após a publicidade

O clima entre a direção da AGU e o comando da PF não é dos melhores. A Advocacia-Geral da União se recusou a atender a um pedido da corporação, em julho, para questionar a conduta de André Mendonça nas investigações das fraudes do INSS e do escândalo do Banco Master.

Publicidade

Bem Ironico

Bem Ironico