Na madrugada da última quarta-feira, dia 29, o famoso grupo sul-coreano BTS declarou que não irá participar do Grammy 2027, considerado o prêmio mais renomado da música. Em um comunicado oficial, os membros afirmaram: “Optamos por não enviar nossa candidatura ao Grammy neste ano. Nossa esperança é que a música seja apreciada e ouvida por seu próprio valor, sem ser fragmentada por regiões ou idiomas. Agradecemos de coração aos ARMYs e a todos que sempre nos apoiam”.
A decisão de não participar da premiação foi revelada aproximadamente um mês após a Academia de Gravação, responsável pelo evento, ter anunciado diversas mudanças, incluindo a adição de cinco novas categorias. Uma das principais alterações foi a criação de uma categoria específica para o grupo, fazendo com que sua música concorra apenas na seção de Melhor Performance de Música Pop Asiática.
A Hybe, produtora que representa o BTS, esclareceu que essa escolha não se trata de um boicote imposto pela empresa e que a candidatura permanece aberta para qualquer grupo interessado em submeter seus trabalhos. “O BTS considerou participar até os momentos finais antes desse anúncio, mas decidiu agir com cautela em nome da indústria musical e do K-pop como um todo”, ressalta o comunicado.
No próximo ano, além da categoria mencionada, outras quatro também farão parte do Grammy: Melhor Música Latina, Melhor Performance Vocal Pop Tradicional, Melhor Colaboração de R&B ou Performance de Dupla/Grupo e Melhor Performance de Álbum Folk. O objetivo é categorizar melhor os diversos estilos musicais.
Nas plataformas sociais, a decisão do grupo recebeu apoio maciço dos fãs. Um usuário no X (anteriormente Twitter) comentou: “Não dá para negar que criar a categoria K-pop foi uma das coisas mais absurdas já feitas”. Outro perfil acrescentou: “O Grammy optou por criar uma categoria que separa artistas asiáticos ao invés de reconhecê-los como iguais aos demais. Isso demonstra uma falta de respeito histórica em relação aos artistas de outros continentes. Essa postura não se resume apenas ao BTS; é uma questão de justiça e dignidade”.
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