Nesta quarta-feira, 29, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, minimizou as tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil, após declarações polêmicas de Javier Milei. Durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais de outubro, Milei se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com termos como “presidiário”, “ladrão” e “lixo socialista”.
Em entrevista à Rádio Mitre, Quirno afirmou: “Não existe qualquer possibilidade de rompimento em nosso relacionamento. Não elevamos isso ao nível institucional”.
O chanceler argentino ainda ressaltou que Milei demonstra apoio à família Bolsonaro, destacando que seu governo tem uma perspectiva diferente em relação à administração de Lula. “O presidente participou de um evento partidário e está claramente ao lado da família Bolsonaro no Brasil”, comentou.
“É importante contextualizar esse incidente dentro de uma série de acontecimentos que têm ocorrido entre nossas nações, resultantes de divergências políticas e ideológicas”, acrescentou o ministro.
Após o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, ter sido convocado para consultas devido às ofensas feitas por Milei, Quirno expressou sua expectativa de que o diplomata retorne ao Brasil para seguir com a ampla agenda comercial existente. Bitelli está em Brasília desde sua convocação pelo Itamaraty.
No evento do PL realizado em São Paulo, Javier Milei atacou Lula chamando-o de “presidiário”, “ladrão” e “lixo socialista”. Ele também fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, referindo-se a ele como “lixo careca”, embora sem citar seu nome.
Milei declarou: “Esse lixo não me permitiu visitar meu amigo injustamente preso, enquanto sei que Lula recebeu vários líderes internacionais durante seu encarceramento, incluindo o ex-presidente argentino Alberto Fernández”.
Recentemente, Milei anunciou sua intenção de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob prisão domiciliar após ser detido preventivamente em novembro de 2025 e condenado pelo envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
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Em um dos momentos mais delicados nas relações entre os dois países membros do Mercosul, o ultraliberal também acusou o governo Lula de colaborar com a oposição durante as recentes eleições na Argentina.
Bem Ironico