A saída do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) da corrida pelo governo de Minas Gerais, conforme anunciado por seu partido, resulta em uma disputa que não possui um candidato claramente à frente. Nos dois cenários analisados pela pesquisa Genial/Quaest, a ausência do senador faz com que Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e o governador Mateus Simões (PSD) se encontrem em um empate técnico na liderança.
Kalil aparece com 15% das intenções de voto, seguido por Patrus com 13%, enquanto Simões marca 9%. Considerando que a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, não é possível afirmar que há um candidato liderando de forma definitiva entre os três.
Gabriel Azevedo (MDB), que obtém 6%, também está próximo de Simões dentro da margem de erro, evidenciando uma competição fragmentada na corrida eleitoral.
A única diferença nas duas simulações reside na escolha do candidato do PL. No cenário que inclui Flávio Roscoe, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais é mencionado com 4% das intenções. Na situação em que Vittorio Medioli é apresentado, o ex-prefeito de Betim registra 3%.
Os demais candidatos mantêm suas respectivas porcentagens: Ben Mendes (Missão) contabiliza 2%, enquanto Maria da Consolação (PSOL) aparece com 1%. Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB), que estão presentes apenas no cenário com Roscoe, não alcançam pontuação.
No contexto atual, sem a participação de Cleitinho, cerca da metade dos entrevistados não demonstra preferência por nenhum dos candidatos disponíveis.
Em ambas as simulações, 27% dos eleitores se declaram indecisos. Outros 23% afirmam que optariam por votar em branco ou anular seu voto na simulação que inclui Roscoe; já no cenário com Medioli, esse número chega a 24%.
A soma desses grupos resulta em 50% no primeiro cenário e 51% no segundo, superando o total reunido pelos três primeiros colocados.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou um total de 1.482 eleitores em 69 municípios mineiros entre os dias 22 e 26 de julho de 2026. A margem de erro registrada é de 3 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, com um nível de confiança estabelecido em 95%.
Bem Ironico