O ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, está agendado para ser julgado nos Estados Unidos no dia 1º de junho de 2027, conforme determinação de um magistrado nesta quarta-feira, 22, após sua prisão em uma operação militar americana ocorrida em janeiro.
Com 63 anos, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem detidos em uma penitenciária no Brooklyn há mais de sete meses. Na audiência realizada nesta quarta, o autocrata participou da terceira sessão desde sua captura pelo Exército dos EUA. O encontro teve como foco principal questões processuais, incluindo a fixação da data do julgamento.
As partes já haviam manifestado a intenção de que o julgamento fosse agendado para junho de 2027, conforme uma correspondência enviada ao juiz federal responsável pelo caso, Alvin Hellerstein, pelo promotor Jay Clayton na terça-feira, 21.
Após um impasse com Caracas, Washington autorizou em abril que a Venezuela custeasse a defesa legal de Maduro e Flores, algo que anteriormente era proibido devido às sanções impostas pelos Estados Unidos.
A defesa do casal argumentou que as restrições financeiras infringiam seu direito constitucional americano de escolher um advogado.
Maduro se considera um “prisioneiro de guerra” e afirma ser inocente das acusações.
Maduro e Cilia Flores foram presos em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas no dia 3 de janeiro e aguardam julgamento por tráfico de drogas e outras acusações graves.
No total, ele enfrenta quatro acusações: conspiração para realizar “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse ilegal de metralhadoras e explosivos, além de conspiração para a posse desses armamentos.
A operação que resultou na captura do casal envolveu uma ação rápida das forças navais, aéreas e terrestres dos EUA para destituir o homem que governava a Venezuela desde 2013.
A ex-vice-presidente,Delcy Rodríguez, tem atuado como presidente interina desde então e tem fortalecido os laços com os Estados Unidos, que controlam as exportações do petróleo venezuelano. Os recursos financeiros provenientes dessas vendas são depositados em contas supervisionadas por Washington.
Bem Ironico