Agentes policiais detêm operador de TH Joias por suposta conexão com ‘tesoureiro’ da facção CV

Nesta quarta-feira, 22, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a prisão de Leandro Ferreira Marçal, identificado como o operador financeiro do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. Ele foi detido em Marechal Hermes, na zona norte da cidade, onde estava foragido.

Marçal havia sido nomeado servidor comissionado no gabinete de TH Joias na Assembleia Legislativa. Segundo informações da Polícia Civil, sua principal responsabilidade era o recolhimento, transporte e entrega de grandes somas em dinheiro provenientes do crime organizado. “A nomeação no gabinete parlamentar funcionava como uma fachada e facilitava a movimentação dos recursos ilícitos”, destacou a corporação.

Uma investigação conduzida pela Polícia Federal revelou que o ex-assessor tinha vínculos com os líderes do tráfico no Complexo do Alemão. Marçal mantinha comunicação constante com figuras proeminentes da facção, incluindo Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”, que é considerado um tesoureiro do Comando Vermelho. O inquérito apontou que “valores expressivos” eram regularmente coletados com Índio. Em uma das transações apuradas, R$ 100 mil foram direcionados a TH Joias e outros R$ 90 mil ao grupo criminoso.

O ex-assessor foi condenado em primeira instância a uma pena de seis anos e seis meses de reclusão pelo crime de organização criminosa. A Justiça Federal também determinou a perda do cargo público e negou o direito de recorrer em liberdade, resultando na decretação da prisão preventiva. A localização dele foi revelada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil, que utilizou a análise e cruzamento de dados para identificar possíveis rotas e endereços relacionados.

TH Joias é investigado por supostamente lavar dinheiro do Comando Vermelho. Ele está sob custódia desde setembro de 2025, após ser alvo da Operação Zargun, e posteriormente enfrentou acusações por utilizar seu cargo para beneficiar a facção criminosa e dificultar investigações.

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