Nesta quarta-feira, 15, Toronto, situada no Canadá, foi apontada como a cidade com a pior qualidade do ar globalmente, conforme dados da empresa suíça IQAir. Essa situação alarmante decorre da fumaça gerada por mais de 100 incêndios florestais ativos no norte da província de Ontário.
A agência ambiental do governo canadense lançou alertas de saúde, uma vez que o céu da maior metrópole do país passou a apresentar uma coloração amarelada em razão da elevada concentração de fumaça.
O meteorologista Brian Owsiak, da Environment Canada, comentou que “os índices de qualidade do ar dispararam devido ao material particulado oriundo da fumaça dos incêndios florestais”. Ele também mencionou que a fumaça deverá se dissipar com a mudança na direção dos ventos prevista para o final desta semana ou durante o fim de semana.
Simultaneamente, Toronto enfrenta uma severa onda de calor, que quebrou recordes de mais de três décadas ao registrar temperaturas de 37,3°C no centro da cidade. No principal aeroporto internacional, as pistas chegaram a marcar até 55°C.
Os incêndios florestais, localizados principalmente no noroeste de Ontário, resultaram na evacuação obrigatória de várias comunidades indígenas das Primeiras Nações. Moradores da comunidade Namaygoosisagagun relataram ter apenas alguns minutos para escapar, atravessando o lago Collins.
“É uma tragédia, e estamos agradecidos por todos terem conseguido sair em segurança”, declarou Lise Vaugeois, representante provincial da região, em entrevista ao jornal britânico The Guardian. Ela destacou que embora os incêndios façam parte do ciclo natural, “as temperaturas extremas que estamos vivenciando em todo o país e a intensificação dos eventos climáticos são sinais das mudanças climáticas”.
Nos Estados Unidos, os efeitos da fumaça também resultaram em alertas sobre a qualidade do ar em partes dos estados de Michigan, Minnesota e Wisconsin. Há previsões de que a camada mais densa avance nos próximos dias sobre Nova York, Washington e outras cidades na costa leste do país.